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Cartas da vida | Carta 5


Me lembro, como se fosse hoje, daquela terça-feira em que fui encaminhada pela assistente social à casa. Triste pelo caminho, cheguei e toquei a campanhia. Fiquei olhando aquele lugar desconhecido, confesso que estava com medo, não sabia o que seria dos próximos dias. Entrei e logo olhei para o jardim, senti um alívio como um consolo.


Fui entrando aos poucos, sentei na cadeira da recepção, esperei alguém me atender enquanto pensava na saúde da minha filha que, naquele momento, esperava por cuidados na UTI do Hospital de Base. Ela mal sabia que eu passaria sete meses naquela casa recebendo comida, café da manhã, banho, dormida, carinho, assistência psicológica.


Casa da vida, se eu for relatar para você tudo que vivemos, quantas lições de vida diante de tanta dor, tantas lágrimas derramadas embaixo do cobertor nas noites que não tive sono. Quanta diversão dentro dos quartos, amizades que levarei comigo para o resto da vida.


Obrigada, Casa da vida! Você me abraçou quando eu não tinha nada, nem mesmo força para sorrir.


Por Eliete Aleixo


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